O vídeo da rede de TV NBN você já viu no nosso site, né? Se não, vai lá no nosso canal do Youtube, o TV FREESURF, e assiste.
Mas o que você não viu ainda foi essa foto irada do Manga e o paredão. O maior mar da história de Teahupoo, no Tahiti, dominado pelo nosso atleta. Abaixo um relato do próprio sobre o que aconteceu naquele dia mágico, em que grandes nomes do WCT deixaram as ondas para bigriders experientes e para a garotada destemida.
Pedro Manga Aguiar, 28 anos, atleta da FreeSurf há cinco, mora no Tahiti, mas passou por uma temporada forçada em Porto Alegre no primeiro semestre de 2011, se recuperando de uma lesão. De volta ao pico, Teahupoo, logo chegou e já estava de novo em busca da onda perfeita, o que apareceu algumas semanas depois.
Foi a previsão mais sinistra que já vi na vida, mais de cinco metros de swell e 20 segundos de período, ou seja, paredes de dez metros de altura.
O mais incrível era que essa previsão tinha coincidido justamente com a etapa de Teahupoo do circuito mundial, ou seja, a mídia do mundo inteiro estaria presente, além dos melhores surfistas do mundo.
O dia da bomba se aproximava, e todos falavam que seria o maior mar da história de Teahupoo. O swell começou a subir no meio da noite e o veleiro em que estávamos, mesmo estando ancorado num lugar bem protegido, não parava de balançar. Quando o dia clareou, eu e gordinho, meu parceiro de tow-in, subimos no jetski e fomos olhar o mar. Não havia ninguém no pico ainda, só alguns barcos e jets no canal assistindo as bombas detonarem na bancada. Depois de cerca de 10 horas na água, pude pegar algumas das maiores ondas da minha vida, tubos gigantes, sensações que eu não havia sentido até então.
No início da tarde puxei o gordinho em uma bomba de 25 pés, uma das maiores do dia. Ele não completou a onda e se cortou nos corais. Levou 22 pontos no joelho e no queixo.
Tomei algumas vacas sinistras e fui parar na bancada várias vezes. Durante as vacas tive sorte e não me machuquei quase nada. Mas com certeza tive alguns momentos em que achei que tudo estava perdido. Lembro de estar com água na altura do joelho, em cima da bancada de coral quase seca, e ondas gigantes vindo na minha direção, tenso…
Interessante foi que todos os tops do WCT ficaram nos barcos no canal, só olhando. O mundo do surf inteiro estava presente, mas poucos surfistas realmente quiseram pegar aquelas ondas, em tais as condições. Fico muito feliz de ter feito parte de um dia como esse.
E a gente aqui que fica feliz em ter um atleta desses no nosso time, pra compartilhar esse momento histórico com a gente.
Valeu, Manga!







1 comentário em “Pedro Manga e o maior mar da história de Teahupoo”
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