Duke Kahanamoku, esse é o cara. Pai do surf moderno, cinco vezes medalhista olímpico, foi também ator e xerife em Honolulu. (Não sabe quem é? Pesquisa aqui e depois volta pro post!)
Ele não só foi um dos melhores surfistas do Havaí, como foi o responsável por disseminar o esporte pelo mundo. Se você hoje está aí com sua prancha, é por causa dele. Antes, o nosso esporte era exclusividade dos locais lá na ilha, e o Havaí não era ponto turístico como é hoje. Portanto, valeu Duke, te dedico!

Quer aprender como ser O CARA e deixar seu legado para as próximas gerações de surfistas? A galera da Surfers Mag fez uma lista com dicas de “Como se tornar uma lenda“.
E a gente conta aqui pra vocês:
Seja fiel às suas raízes. Mesmo a cada Olimpíada, ou ainda na temporada em que morou em Hollywood para fazer sua carreira como ator, o Havaí sempre foi sua terra natal, e Duke o maior representante da cultura daquele território. O orgulho de ser havaiano é claro em suas atitudes e em toda a trajetória de sua carreira. Até exercer o posto de xerife em Honolulu. Quer honrar mais sua região do que assumir a responsabilidade sobre ela? E ele foi lá e fez, prendeu muita gente grande, colocou a capital em ordem e virou até nome de decisão na suprema corte americana por atitudes que tomou durante o exercício do cargo.
Seja uma lenda também fora do lineup. Não foram só suas façanhas no oceano que o tornaram uma lenda. Ele era um fenômeno nas piscinas, coisa de outro mundo. Quebrou recordes mundiais disputando corridas amadoras, ganhou três ouros olímpicos e duas medalhas de prata, e persistiu em sua vencedora carreira na natação por 20 anos, entrando para o Hall da Fama do esporte e levando ao mundo o nome do Havaí.
Mude o surfe para sempre. Vá além de fazer melhor que os outros, faça o que ninguém fez, inove. Ele liderou o renascimento do Surf no Havaí, depois de um período esquecido e até escondido pelos colonizadores. E viajou pelo mundo plantando a semente do esporte. Em 1915, na Australia, ele mesmo fez as vezes de shaper e criou uma 8’6″ alaia, e levou para o mar o primeiro surfista australiano, ou melhor, surfista, Isabel Letham.
Salve uma vida. Ou oito. Como exímio nadador, ele não poderia deixar de fazer a sua parte em acidentes marítimos. Em junho de 1925, na Califórnia, um barco de passeio virou no mar, deixando à deriva oito de seus passageiros. Ao saber da situação, Duke pegou a prancha e foi remando ao encontro deles, e voltou com todos eles, fazendo várias viagens entre o barco e a praia, resgatando todo mundo. Low profile, ele se mandou antes dos repórteres chegarem (hoje ele não ia fugir das fotos via Instagram!).
Começam a contar histórias quase sobre-humanas sobre você. Você tem certeza que virou uma lenda quando as histórias a seu respeito começar a ficar grandes demais, maior que você, que a sua prancha, que o surf. Como dizem os americanos, larger then life. Uma dessas histórias sobre Duke confirma sua legendária trajetória: diversos relatos e até jornais locais noticiaram a luta de Duke com uma engia gigante dentro do mar. O bicho teria mais de 10 pés, e o cara teria perdido um dedo na luta. Mas tudo ficou bem e ele trouxe pra beira a enguia morta no reboque. Ah tá.

Agora que você já sabe o passo-a-passo, bora praticar. Só cuidado com as enguias gigantes…