Black Alien é um rapper, cantor e compositor brasileiro. GusBlack Alien desenvolve uma trajetória de participações com artistas como Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr., Raimundos, Marcelinho da Lua, Sabotage, entre outros. Integrou o Planet Hemp, grupo do qual também fazia parte Marcelo D2, e fundou o grupo Reggae B. Black Alien lançou seu primeiro álbum solo em 2004: Babylon by Gus – Vol. 1: O Ano do Macaco. O título do álbum é uma referência ao disco Babylon by Bus de Bob Marley.

Black, como é gravar um disco que contém boas mensagens e algumas poesias nos dias atuais, onde o mercado da música está visivelmente banalizada ao conteúdo zero?

Bem, primeiro obrigado pelo “boas”. Eu apenas procurei passar através do ritmo e da poesia o que venho descobrindo e aprendendo na vida e com ela, e como isso acontece, seus mecanismos, estratégias, seu flow. Sobre o mercado da música, toda época teve seus highlights, e suas coisas ruins. Em todo lugar tem muita coisa ruim agora, não é só na música. O mundo tá doente, esta é uma interfase esquisitona, difícil, a que estamos vivendo, mas não inédita. É um ciclo. Quem sobreviver verá dias melhores.. porém crescem pérolas incríveis em termos de pensamentos e arte nestes tempos estranhos, é nas mais difíceis épocas para a humanidade, que nascem as revoluções mais significativas e duradouras.

Como foi o processo de criação do álbum, letras, melodias, produção, arrecadação para concretizá-lo e quanto demorou para nascer?

A campanha de Crowdfunding terminou em dezembro de 2013, no dia de 16 de janeiro de 2014, me internei num centro de tratamento de dependência química, em regime fechado de no mínimo 6 meses. No nono dia de “casa” escrevi “ Cidadão Honorário”, num “brainstorm” de 20 minutos. Credito isso a inevitável análise de si mesmo e sua caminhada, que acomete a todos nessa situação.
Depois vieram “Somos o Mundo”, “Terra”, finalizada  na semana em que completei o tratamento. O mantra “Eu vou ficar bem” e a constatação “Os planos de Jah para mim…” foram minha força, conforto e coragem nas horas em que o bicho pegava. Uma vez “de volta a sociedade”, as outras nove músicas levaram um mês cada uma para ser gravada e escrita, e no dia 03 de setembro de 2015 o disco veio a luz.

Como será a distribuição desse álbum? Ela será física? Se sim, onde podemos encontrar, comprar ou somente escutar em alto e bom som?

O disco digital já está disponível nas melhores plataformas. Em breve teremos também, CD físico, camisetas, bonés, vinis e mais. Eu e minha equipe estamos sempre informando pelas minhas redes sociais onde e como adquiri-los. Sobre escutar em auto e bom som, SEMPRE, POR FAVOR!

Qual a música do álbum que você mais gosta e por quê?

Não tenho preferidas, apenas algumas observações, “Quem é Você?” tem metáforas e flow que me fazem lembrar eu mesmo no meu melhor tempo, no sentido mais amplo dessa expressão, e “Terra” tem um flow em que me superei e uma letra em que sou 101% satisfeito com 101% dos versos, gosto de cada música de uma maneira especial.

Qual a sua  sua ligação com o mar, asfalto, natureza, o esporte em si?

Fui criado na praia. Conheço, amo e respeito o mar. Pego onda desde que me conheço por gente, primeiro o surf de peito, o nosso “jacaré” e depois o surf. Sou bem urbano, mas me sinto bem no mato também. Minha mente é meu lar. Sobre o esporte, surf e skatebording correm na minha veia. Treino boxe-inglês e gosto muito. O esporte individual, os esportes de board, permitem se auto-expressar, combinar, inventar
manobras. Quando você sai do tubo, no jato da baforada, o mérito é só seu, e se vacar no drop, a falha é só sua também, não tem goleiro para botar a culpa.

 

Quem é Black Alien e como ele vê o futuro do mesmo?

Black Alien é uma entidade. Seu futuro é a Constante Elevação.

Qual o mistério do capa desse novo álbum?
Eu me amarro em filmes em preto e branco, e dentre eles dois me marcaram muito  “Rumble Fish” – O Selvagem da Motocicleta
de F.F. Coppola e “O Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, usei os peixes beta de Coppola para simbolizar alguém que quer brigar com seu próprio reflexo, que no caso era como eu estava. E me vesti como a morte de Bergman, pois durante todo este tempo eu estava jogando com a minha própria vida. Então o Gustavo que vos fala agora, quer viver, pondo em cheque então o Gustavo que causa sua própria morte.

Quem você gostaria de agradecer?

Eu agradeço a Deus.

 

Você acha que somos feitos por nossas escolhas, e quem vence entre os anjos e os demônios?

Anjos e demônios são papéis que as vezes se invertem e confundem. Quem vence é Jah. Sempre.

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