Nos últimos anos Jaws tem sido o centro das atenções no mundo das ondas grandes. Uma onda que foi descoberta por Laird Hamilton e seus amigos e que por anos mantiveram segredo sobre o local e com qual condições ela quebrava. Uma onda tão forte, rápida, perigosa e difícil que obrigaram os pioneiros a literalmente inventarem o tow in, modalidade que por muito tempo predominou em Jaws assim como no cenário de ondas grandes.

A onda é tão poderosa que não se imaginava a possibilidade de surfar ali na remada. Até que há alguns anos, um grupo de brasileiros provasse ao mundo que isso seria possível. Depois que o “gelo foi quebrado” e com a tecnologia de previsão de ondas super avançada, quando o mar sobe em Jaws em condições perfeitas, a onda que um dia foi um secret spot hoje é uma das mais disputadas do mundo.
Como fotógrafo, sem dúvida é a onda que mais gosto de fotografar. Toda vez que Jaws está quebrando, assim como nos surfistas, parece que tem algo que me atrai e faço de tudo para estar ali presente. Seja no cliff ou no canal, a energia que  sinto quando vejo aquelas ondas grandes e perfeitas quebrando é muito intensa.  Desde o início da era do tow in, tenho acompanhado a evolução do surf neste pico.  Hoje, graças aos equipamentos de segurança e as pranchas adequadas, os big riders estão botando pra baixo em ondas incríveis na remada.
Esse ano com um El Nino bem intenso, proporcionou talvez as maiores e melhores ondas já vistas no Hawaii. Foram muitos dias de ondas gigantes, sem vento e com condições épicas para a prática de ondas grandes. Um momento histórico que vai ficar gravado na memória de quem esteve lá. Deixo aqui algumas imagens com muito carinho para vocês.

ALOHA.

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