10/ago/2015

As melhores fotos das melhores ondas

Conseguir os melhores ângulos dos melhores surfistas, nas melhores ondas do mundo, parece algo bastante difícil e complicado, mas o fotógrafo profissional Bruno Lemos parece tirar isso de letra e vem fazendo há quase 20 anos. Ele leva a vida completamente ligada ao surf e é apaixonado pelo que faz.

Lemos começou a fotografar e filmar surf na década de 90, no Havaí onde é sua base há quase 25 anos. Foi nas ondas perfeitas e perigosas do North Shore que se especializou na fotografia aquática e hoje em dia consegue usar toda técnica e experiência adquirida na Meca do surf mundial em suas produções de filmes e televisão.

Nessa entrevista Bruno Lemos revela a vontade de começar a pintar quadros e de escrever livros.

Freesurf – Quando e porque você começou a fotografar surf?

Bruno Lemos – Eu comecei a me envolver com fotografia de surf por volta de 1990, quando comecei a trabalhar com o Carlos Lorsh um dos melhores fotógrafos de surf da época no Brasil. Ele era um dos poucos que fotografava dentro da água e me deu a oportunidade de trabalhar com ele na redação da Revista Surfer no Brasil. Parte do meu trabalho era analisar todo o material fotográfico que chegava na redação. Na época, se usava slides e eu podia ver exatamente como saia as fotos originais de alguns ícones da fotografia de surf da época, como os americanos John Callahan, Dick Messeroll, Jeff Devine, entre outros. Então, de uma certa forma, foi primeiro vendo o trabalho desses caras que aprendi. Depois quando eu vim para o Hawaii para surfar eu aos poucos fui me interessando por fotografia e vídeo. E por volta de 1995 comecei a querer fazer isso profissionalmente.

 

Freesurf – Qual momento foi mais especial para você em todos esses anos de profissão?

Bruno Lemos – Acho que o momento mais especial está sendo esse que estou vivendo agora! Quase vinte anos depois que comecei, foram vários anos de dedicação investindo tempo e grana. Na época, não sabia o que esperar dessa atividade. Agora olhando para traz, vejo que valeu a pena! Através da fotografia tive a oportunidade de conhecer alguns dos lugares mais bonitos do planeta e fazer amizades incríveis. Hoje me sinto realizado nessa profissão que me incentiva a buscar novos desafios, tendo a certeza de que se eu me dedicar posso conseguir. Também tenho vontade de pintar quadros, de escrever livros e fazer filmes. Então, assim como comecei na fotografia sem experiência nenhuma, vou me dedicar a seguir esses novos sonhos, acreditando em Deus para ver até onde Ele me leva.

 

Freesurf – Quais os lugares que você já esteve para clicar o esporte? E as coberturas CWT como são?

Bruno Lemos – Acho que já dei a volta ao mundo algumas vezes como fotógrafo! Os lugares que mais gosto de fotografar são Havaí e Tahiti. Acompanhar o circuito mundial tem seus prós e contras. A parte legal são as sessões de Freesurf, onde você tem a oportunidade de ver os melhores do mundo em ação.

 

Freesurf – Quais os melhores picos para fotografar?

Bruno Lemos – O importante para nós, além da luz, é termos onda boa e surfistas bons na água. É claro que alguns lugares são melhores do que os outros. Talvez o lugar que Mais goste de fotografar seja Jaws na ilha de Maui. Essa onda e o lugar são incríveis! Pipeline e Teahupo também estão no topo da minha lista.

 

Freesurf – De que forma o surf te inspira na vida?

Bruno Lemos – O surf foi uma das poucas atividades que me carimbou! Desde quando comecei aos 12 anos, posso dizer que me apaixonei. Já fui muito mais fissurado quando era adolescente, mas hoje em dia minha vida ainda gira em torno do surf, tanto pelo trabalho quanto pelo lazer! Não tenho time de futebol, não curto basquete, não gosto de baseball. O meu esporte é surf! Nisso sou realmente fanático!

 

Freesurf – Com a tecnologia ficou cada vez mais fácil clicar surf e muita gente acha que é fotógrafo por ter uma boa câmera. O que você acha disso?

Bruno Lemos – Quando comecei a fotografar eu via fotografia como uma arte, e uma arte até que difícil. Não eram todos que conseguiam tirar fotos boas. Você tinha que entender de filme, de revelação, de asa de velocidade, e entender de luz era bem complexo. Hoje, você apenas compra uma câmera e consegue fazer boas fotos, muito fácil. Eu acho que da mesma forma que facilitou para eles facilitou para mim também. E não posso negar que estou gostando de toda essa tecnologia, só tem me ajudado.

 

Freesurf – Você tem alguma novidade em equipamento ou tecnologia que vem utilizando atualmente?

Bruno Lemos – Eu tenho trabalhado muito com produção de televisão e filmes. Então a nova tecnologia de 4k e de câmeras que gravam com muito frames por segundo, têm ajudado muito na captação de imagens, que estão cada vez mais incríveis.

 

Freesurf – Qual a foto que você mais gostou de fazer até hoje?

Bruno Lemos – Acho que nos últimos anos consegui fazer boas fotos. Mas profissionalmente acho que foi muito legal ter vencido o concurso que a Surfline faz todo ano no North Shore, premiando a onda da temporada. Já havia sido finalista algumas vezes, mas em 2014 consegui vencer com uma das melhores ondas já surfadas em Pipeline pelo incrível Kelly Slater. Então foi sem dúvidas umas das imagens mais incríveis que já captei.

Freesurf - Essa edição da revista é comemorativa aos 25 anos da marca. Então tem uma perguntinha básica para todos os entrevistados. O que você mais gostava de fazer há 25 anos?

Bruno Lemos - Acho que fazem quase 25 anos que moro no Hawaii e vivo esse Life Style havaiano. Gosto muito dessa vida e sou muito agradecido a Deus por me dar essa oportunidade de viver na terra do Aloha!

 


02/jul/2012

Quando o assunto é Jimi Hendrix…

…não há comentários. O talento musical dele é incontestável. Ele foi, e ainda é, o melhor guitarrista da história do rock (segundo as boas línguas) e um dos músicos mais influentes de todos os tempos.

E não é pra qualquer um. Hendrix dividia a cena musical com ninguém menos que Beatles e Janis Joplin. Mas o que muita gente não sabe é que o cara também teve participação no cine surf. Isso mesmo. O músico passou o último verão da sua vida na ilha de Maui, no Havaí, em 1970, compondo a equipe de gravação de um filme de surf que nunca foi ao ar: Rainbow Bridge. Nome que também foi usado no segundo álbum lançado depois de sua morte.

A produção hippie, que mostrava nitidamente a contracultura da época, nunca foi lançada oficialmente. Isso porque, com a morte de Hendrix, um mês depois de finalizadas as filmagens, a gravadora que mantinha os direitos sobre a sua obra proibiu a divulgaçao do longa. Myke Hynson, que também contracenava no filme, por sua vez, passou a promover exibições de cinema das cópias piratas que mantinha em seu domínio. Há boatos de que as sessões foram disputadíssimas.

As cenas de surf e a psicodelia do filme são, claro, de tirar o fôlego. Mas até hoje os trechos mais famosos são os que Hendrix aparece tocando, aliás, arrasando. Olha só uma das músicas!

 

Imagem: Surfari

12/abr/2012

Diego Santos: Temporada Havaí

Que tal viajar com Diego Santos? O nosso parceiro e tuberider manda pra gente mais um de seus vídeos da temporada 2012 no Havaí. A série Hawaiian Days é formada por curtas-metragens de surfe que formam uma espécie de documentário da trip.

O episódio deste post, “Spring Session”, é o quarto da série, onde o surfista aparece dropando ondas no pico Rock Point. As imagens foram captadas pelo Márcio Aguiar e o Diogo Leão e a edição foi feita pelo próprio Diego.

Curte como ficou!

29/fev/2012

Diego Santos no Havaí

Nosso parceiro e tuberider Diego Santos também começou a temporada 2012 no Havaí, e manda notícias pra gente, em forma de vídeo:

É a Hawaiian Days, uma série de pequenos filmes de surf que Diego está montando para acompanhar essa trip. O vídeo acima é o episódio 2, “Aloha Spirit”.

As imagens são captadas e editadas direto do North Shore, na ilha de Oahu, com sessions em picos como Pipeline, Backdoor, OTW, entre outros.
A edição é do próprio Diego Santos e as imagens são de Marcelo Aguiar. A trilha é com a música Bullet and a Target, da banda Citizen Cope.

24/fev/2012

Binho detonando Pipeline

A gente ja contou por aqui que o nosso parceiro freesurfer Binho Nunes está no Havaí, aproveitando esse início de temporada 2012 em grande estilo. E como a gente não pode ir, e ficou no Brasil chupando dedo, ele mandou algumas fotos pra gente curtir com ele.

Na sequência, ele dropando a onda e depois entrando num tubão insano. Nesse dia, os tubos tinham de 8 a 12 pés, pesados e sinistros. Em duas horas, Binho pegou cinco ondas, surfando de 7’4.

Confere as fotos:

Quem ficou com vontade de surfar com o Binho em Pipeline levanta a mão 0/

Iradas as fotos! Cara, valeu pelas imagens e continua aí quebrando a vala, que a gente curte daqui!

Aloha!

 

03/nov/2011

Peterson Marchese, a nova geração

Com apenas 16 anos, o surfista Peterson Marchese embarcou essa semana para o sonho de 10 entre 10 atletas e amantes do esporte: vai para o Havaí aperfeiçoar sua técnica. E a FreeSurf vai junto, dando apoio para o talento de um dos melhores moleques da nova geração.
Campeão gaúcho nas categorias groomets, iniciantes e mirim, o Pet vai antes passar um mês na Califórnia, para aprender a língua e treinar na costa oeste. Depois segue para um dos paraísos do surf mundial, aproveitar a temporada de grandes ondas. Nas palavras dele, a oportunidade é única, e ele já agarrou com tudo esse swell.
Enquanto ele aprende por lá, a gente curte as manobras dele por aqui, em Santa Catarina:

A galera da FreeSurf deseja tudo de melhor nessa trip.

Na foto, Peterson Marchese e Glauber Pacheco.

Aloha, Pet!