10/fev/2014

Binho Nunes num momento PERFEITO

Binho Nunes num momento PERFEITO em Pipeline. (Foto: Photobrent) 
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15/mar/2013

FREESURF JOURNEY – SECOND STOP

Freesurf Journey esse é o nome do projeto alucinante que o videomaker Kako Lopes vem desenvolvendo em parceria com o fotógrafo Bruno Lemos e os atletas da Freesurf. Uma jornada que consiste em passar por alguns dos melhores picos de surf do mundo. Esse sonho começou no Mexico, Baja Malibú, (lugar escolhido para primeira parada) praia calma e com altas ondas, foi o cenário perfeito para a primeira produção.

Agora vem a segunda parada na ilha de Oahu, no North Shore Havaiano. Este clip é estrelado pelos atletas Binho Nunes, Peterson Marchese e Pedro Aguiar e tenta passar um pouco da adrenalina e tensão da onda mais conhecida e desejada do mundo PIPELINE. Veja e confira!

24/fev/2012

Binho detonando Pipeline

A gente ja contou por aqui que o nosso parceiro freesurfer Binho Nunes está no Havaí, aproveitando esse início de temporada 2012 em grande estilo. E como a gente não pode ir, e ficou no Brasil chupando dedo, ele mandou algumas fotos pra gente curtir com ele.

Na sequência, ele dropando a onda e depois entrando num tubão insano. Nesse dia, os tubos tinham de 8 a 12 pés, pesados e sinistros. Em duas horas, Binho pegou cinco ondas, surfando de 7’4.

Confere as fotos:

Quem ficou com vontade de surfar com o Binho em Pipeline levanta a mão 0/

Iradas as fotos! Cara, valeu pelas imagens e continua aí quebrando a vala, que a gente curte daqui!

Aloha!

 

15/fev/2012

Pedro Manga em entrevista para o Waves

Nosso fresurfer Pedro Manga Aguiar, gaúcho de Porto Alegre, deu entrevista ao Thiago Rausch sobre a temporada 2011, a indicação ao prêmio XXL e sua história como big rider. O resultado completo você pode conferir no Waves. E por aqui a gente separou os melhores trechos. Confira:

Você acampou sozinho na beira da praia em Teahupoo, na Austrália, em Puerto Escondido, sem a menor segurança e conforto. Conta o que significa para você essa vibe do surf que te fez encarar essas situações que seriam roubadas épicas para qualquer ser humano “normal”?
Na verdade, foi um prazer viver esses “ sacrifícios”. Não que minha vida hoje em dia seja muito mais sofisticada, mas era realmente uma vida sem conforto. O que importava naquele momento era estar sendo honesto comigo mesmo e viver o que eu havia sonhado por anos. Durante minha primeira ida para a Califórnia, percebi que mesmo trabalhando e economizando quase todo o meu salário, era difícil conseguir juntar grana para pagar todos os custos de uma trip. Então, passei a me preocupar somente em conseguir juntar o suficiente para comprar uma passagem aérea e chegar aos picos. Uma vez nos lugares, ia conhecendo gente e tentava encontrar algum lugar para acampar de graça, de preferência. Assim, conseguia ficar meses pegando onda em alguns dos melhores picos do mundo. Em alguns momentos eu me questionava se aquilo estava certo, se ficar distante da família e vivendo daquela forma valeria a pena. Mas a resposta vinha quando eu terminava o dia satisfeito, feliz com o que havia vivido.

Em agosto passado você estava presente em Teahupoo, no dia que foi considerado o mar mais perigoso da história do big surf até então. Você foi um dos destaques na água, surfando várias ondas e tendo reconhecimento mundial com tamanha coragem e performance. Conta um pouco da vibe desse dia.
Acordei com o dia clareando e fui encontrar o Gordo (Felipe Cesarano), meu parceiro de tow in, que disse que estaria me esperando na marina de Teahupoo. Vi que o mar já estava gigantesco e bem de Oeste, o que quer dizer que a onda fecha no final. Não tinha ninguém pegando onda ainda, apenas um ou dois barcos e jet skis no canal. As cenas que vi foram meio perturbadoras. Apesar de lindas, as ondas estavam mais mutantes que o normal, e praticamente todas fechavam rápido demais no final. Eu não tinha muita ideia do tamanho que estava, pois não tinha ninguém na onda para que pudesse ter uma referência, mas era óbvio que tinha 5 metros pra cima…
Eu e Gordo assistimos a uma série detonando na bancada, e achamos melhor ir ao pico e surfar, pois ficar olhando era assustador demais. Ficamos alguns minutos tentando decidir quem iria primeiro. Um dizia ao outro: “Pode ir você primeiro, não tem problema não, tranquilo”. Até que Gordinho pulou do jet e foi pra corda. Acabou que abrimos o pico no dia mais sinistro da história em Teahupoo. Acabei por ficar mais de 10 horas na água naquele dia. Coloquei Gordinho na onda da vida dele, na qual ele se machucou, e depois de levá-lo até a ambulância, coloquei mais dois malucos nas ondas das suas vidas – Anthony Walsh e o local Manu.
Foi demais ver as expressões no rosto desses caras depois dessas ondas. Até Gordinho, que saiu todo arrebentado, ficou amarradão, com um sorriso meio bizarro na cara… Também acabei pegando algumas ondas legais, mas fiquei mais contente mesmo foi com a forma com que me senti à vontade e saí ileso depois de uma session de 10 horas. Minha melhor onda foi a última. Fiquei vendo a bancada de coral embaixo da prancha o tempo todo enquanto estava na boca do tubão. Depois ela baforou e não vi mais nada. Só sei que a onda fechou e fui para o fundo. Bati no coral de costas, mas eu estava de colete e capacete. Então, nem me machuquei. Depois disso vi que já era 5 da tarde e eu estava exausto. Não tinha comido nada o dia inteiro. Achei que estava de bom tamanho e tirei o time de campo.

Uma onda sua nesse dia está concorrendo ao prêmio máximo do surf de ondas grandes, o XXL, o Oscar do surf mundial das big waves. Conte mais sobre ela e como você se sente sendo indicado para esta premiação.

Sim, a onda que está concorrendo ao XXL foi minha última naquele dia. Como eu disse, foi tudo muito rápido, eu lembro mais da bancada de coral que eu conseguia ver embaixo da minha prancha o tempo todo. Eu só estava concentrado em me manter na base da onda e não ser puxado pra cima… Foi uma satisfação enorme receber essa indicação.
Não sei como chegaram até mim, mas provavelmente estavam assistindo a session nos barcos no canal. Devem ter visto a minha onda e descobriram quem era. Sei que não tenho chance de ganhar, pois as ondas dos concorrentes estão bem melhores, mas mesmo assim acho legal ter sido lembrado.

Todo o mundo do surf estava ligado nessa session, já que a etapa do World Tour estava acontecendo ali e foi interrompida pelo swell monstro. Teve até webcast ao vivo para os quatro cantos do planeta. Você tem noção da façanha que você e os outros malucos protagonizaram e ainda que os melhores surfistas do mundo estavam ali, apenas assistindo apavorados, e até mesmo Kelly Slater nem em seus mais remotos sonhos ou pesadelos pensou em estar surfando com vocês?
Pra falar a verdade, foi uma surpresa pra mim que quase nenhum dos tops quis cair na água com a galera. Alguns dias antes do swell, quando vi que ia quebrar gigante, achei que estaria o maior crowd, chegou a me dar um desânimo. Imaginei que os tops todos iriam querer pegar pelo menos uma bomba, mas não foi o que aconteceu. Quando o dia chegou, ninguém quis nada com aquele mar… O único que pegou uma foi Julian Wilson. Os demais tops do Tour ficaram todos no canal assistindo.

Conte como foi seu acidente em dezembro passado, em Pipeline, Hawaii, e como está a recuperação?
Fui explodido pela onda e bati no fundo com uma força que nunca havia batido. Foi uma pancada seca na lateral da bacia e nas costas. Minha perna esquerda ficou bamba devido à pancada no glúteo. Na hora, achei que podia ter acontecido algo realmente sinistro. Mas, embaixo da água mesmo mexi os pés e vi que estava tudo certo, foi uma felicidade enorme e até dei uma relaxada. Quando subi do caldo veio mais uma espuma grande na cabeça. Depois disso consegui puxar minha prancha pelo leash e peguei um espumão até a areia. Uma vez na beira da praia, consegui ficar de pé, mas não conseguia caminhar, pois minha perna esquerda não estava respondendo. Rastejei praia acima um pouco e fiquei deitado na areia esperando alguém vir me ajudar. O engraçado é que a praia estava lotada, todos me vendo ali deitado, mas tive que esperar alguns minutos para virem me ajudar. Depois veio um salva-vidas e uns turistas que me carregaram praia acima.

Como foi a situação de sair da água sozinho com a coluna afetada, sem a ajuda de ninguém?
Foi uma das experiências mais intensas da minha vida, desde o momento em que percebi que estava numa situação complicada na onda, até a hora em que cheguei à areia. Durante o caldo me lembrei de um amigo taitiano que sofreu uma lesão na mesma parte do corpo, e lembrei do meu amigo Inaldo, que acertou forte o fundo em Pipe uns anos atrás. Os salva-vidas me examinaram e acharam que não era nada de mais, então me mandaram pra casa, mas quando cheguei em casa a dor começou a me preocupar. Então, pedi que me levassem ao hospital. Lá fizeram raios-x e viram que tinha lesões nos ossos da região, tanto na bacia quanto nas vértebras da coluna, mas a medula estava intacta, pra minha sorte…

E que sorte em Manga!
A gente fica por aqui torcendo para uma temporada 2012 com mais ondas gigantes e menos sustos.
A entrevista completa você confere aqui.

20/dez/2011

O susto do Manga

Nosso surfer Pedro Manga nos apavorou esse final de semana. E por dois motivos. Primeiro ele pegou uma das maiores ondas da temporada em Pipeline, aquela que ninguém achava que alguém pegaria, ele foi lá e fez.

Nas palavras do Gabriel Pastori, para o Waves, “Como já era de se esperar, ele entrou por Pipe, passou por todo o crowd e foi lá para o outside de Off-The-Wall esperar o tempo que fosse para pegar a maior onda que viesse em sua direção. Não deu outra. A onda veio, ele remou, fez o drop e botou para dentro de um caminhão! Na areia, eu estava do seu lado quando vários fotógrafos vieram cumprimentá-lo pessoalmente pelo feito”.

E enquanto a gente vibrava por aqui, no outro dia veio a parte casca do susto. O swell mais de norte e com vento bem forte não deixava as formações tão boas como no dia anterior. Mas lá foi o Manga, o Pastori e o Gordo tentarem algumas das poucas ondas boas que quebravam na bancada.

Em uma delas, uma grande, muito grande, o Manga foi, fez o drop, viu que não ia rolar o tubo e saiu reto. A onda explodiu com tudo em cima dele, e ele saiu da água direto para o hospital, com fratura na bacia.

Confere o vídeo:

Mas agora o pior já passou, ele está se recuperando e logo volta ao outside. A gente fica por aqui torcendo! Aloha!

Fotos e vídeo: Bruno Lemos